Folha e trabalhista

Fim da escala 6x1 obriga PMEs a refazer escalas e o custo da folha

O Congresso promulgou em 16/10/2026 a Emenda Constitucional 141 (EC 141/2026), que acaba com a escala 6x1, limita a jornada a 40 horas semanais e garante dois dias de repouso remunerado, sem redução de salário. Para a pequena ou média empresa que funciona seis ou sete dias por semana, a consequência é direta: a mesma equipe passa a trabalhar menos horas pelo mesmo salário, e a cobertura da operação precisa ser recalculada antes que a regra seja exigida.

O que a emenda muda

A EC 141/2026 fixa três regras para o empregador: jornada máxima de 40 horas semanais, dois dias de repouso remunerado por semana e manutenção do salário. A promulgação ocorreu em sessão solene no Senado Federal, e o texto entra em vigor a partir da publicação no Diário Oficial da União (DOU), segundo a Agência Sebrae.

O Portal Contábeis informa que as empresas terão um prazo para adequar jornadas e contratos, mas as informações a que tivemos acesso não trazem a data desse prazo nem confirmam se a publicação no DOU já ocorreu. Antes de fechar o seu cronograma, confirme essas duas informações com o seu contador ou advogado trabalhista.

Onde a mudança pesa no custo

O efeito mais imediato é o aumento do custo por hora trabalhada. Se o salário fica igual e as horas diminuem, cada hora de trabalho passa a custar mais para a empresa. Essa é a nossa leitura da regra, e o tamanho do aumento depende da jornada que cada funcionário cumpre hoje.

A empresa que precisa manter o mesmo horário de atendimento tem, em geral, três caminhos: reorganizar turnos e folgas com a equipe atual, contratar mais pessoas ou pagar horas extras. Cada caminho tem um custo diferente, e a hora extra costuma ser a opção mais cara quando vira rotina. O Portal Contábeis aponta que a mudança exige revisar jornadas, acordos coletivos, folha de pagamento e custos operacionais.

A convenção coletiva da sua categoria entra nessa conta. Regras de compensação, banco de horas e escalas especiais definidas pelo sindicato podem limitar ou facilitar a reorganização dos turnos, por isso ela precisa ser lida antes de qualquer mudança na escala.

Tributos e Simples Nacional

A redução da jornada não aumenta automaticamente as alíquotas das contribuições sobre a folha nem as do Simples Nacional, segundo análise do Portal Contábeis. O que pode mudar é o valor pago: se a empresa contratar mais gente ou pagar mais horas extras, a folha cresce, e as contribuições calculadas sobre ela crescem junto.

Para a empresa do Simples Nacional, o Portal Contábeis indica que a mudança também pode ter reflexos no regime. Como a matéria não detalha quais, recomendamos simular com o seu contador o efeito do novo valor da folha antes de decidir entre contratar e reorganizar turnos.

Crédito do governo ainda é estudo

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse em 16/10/2026 que a equipe econômica estuda linhas de crédito e programas de capacitação para empresas com dificuldades na transição. Segundo ele, o impacto da emenda sobre os empregadores ainda será avaliado. Não há linha aprovada, valor, taxa ou condição definida, então o planejamento da sua empresa não deve contar com esse dinheiro até que exista um programa publicado.

O que fazer na sua empresa

  1. Levante a jornada semanal atual de cada funcionário e identifique quem trabalha mais de 40 horas ou tem apenas uma folga por semana.
  2. Leia a convenção coletiva da sua categoria para conferir regras de compensação, banco de horas e escalas especiais.
  3. Simule com o seu contador o custo mensal da folha em cada cenário: reorganizar turnos, contratar ou pagar horas extras.
  4. Confirme com o seu contador ou advogado trabalhista a data de publicação da EC 141/2026 no DOU e o prazo de adequação.
  5. Acompanhe a eventual linha de crédito anunciada como estudo pela Fazenda, sem incluí-la no seu fluxo de caixa até que seja publicada.

Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir das fontes citadas, seguindo os padrões editoriais da Verium. Não substitui a análise do seu contador ou CFO.

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